quarta-feira, 12 de junho de 2013

Suor

De bobeira estava eu, esperando por um fim de uma conversa para falar com a figura. Na compulsão hiperativa que me acomete, a fixação pelo tempo útil, peguei meu celular e resolvi apagar as mensagens antigas...
Topei com nossas mensagens antigas e comecei a ler uma infinidade de mensagens suas, declarações de amor, poemas, o desespero erótico da paixão. As palavras que marcaram nosso amor ali, na minha frente, e de repente eu fechei os olhos, a cadeira me remeteu à pressão dos pulsos, dos tornozelos, à sensação úmida e jorrante do meio das minhas pernas, e de repente me dou conta que estou com o mesmo vestido preto daquele dia.
Sentindo um lapso da mesma emoção de antes, uma pulsação de extase, eu me pergunto onde foi que perdemos isso, e porque eu me lembrei disso hoje, sem que eu possa sentir sua pele contra a minha...

***

Eu fechei meus olhos, no cansaço dos dias, e Morfeu me levou até você.
Eu sentia sua pele, seu corpo, eu quase senti seu cheiro, eu senti seu gosto na minha boca, a sensação tátil na língua da água que escorria do seu corpo nos dias de calor, eu te tragava, nós tremíamos, ardíamos, declarávamos pelo corpo a paixão.
Quando abri meus olhos, pensei em te ligar. Não sei por que não o fiz.
Acho que é porque te quero mas quero jurar para mim mesma que não.

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