sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Militantes: a liberdade é corpórea


Cada vez mais acredito que os males pelos quais passamos hoje vem do corpo. Não no sentido de que tudo se resolve dependendo só da sua vontade, do que vc come, etc, mas no sentido de que a opressão que nos assola tem um lado material e corpóreo que frequentemente ignoramos. Estamos brigando contra um sistema que está instalado em nossos corpos, mas ignoramos isso. Ignoramos que a globalização, em especial dessa medicina calcada no uso excessivo de medicamentos alopáticos e consumo de "alimentos" extremamente tóxicos sem controle, está nos escravizando e matando por dentro.
O ativista, o militante, entorpece o corpo com o café excessivo, com o cigarro que nos deperta para tirar o sono e ter o pique que nos roubaram. Toma o analgésico para tirar a dor de cabeça constante, o antiinflamatório e o antibiótico para combater aquela infecção que sempre vem...Come açúcar para silenciar a revolta e conseguir se divertir, planeja o grande golpe sob o efeito entorpecente da cerveja, precisa do baseado para dar risada....
E ninguém pára para pensar como diminuir isso, sem ser pelo discurso moral "eu tenho que parar com isso porque dá tal doença", não conseguimos pensar que não é por acaso que essas coisas nos atraem. Estão nos envenenando por dentro duplamente: primeiro pelo que nos faz sempre cansados, depois pelo que usamos para ignorar esse cansaço.

Quando vamos perceber que a saúde é um pressuposto primordial para nossa força? Como vamos pegar em armas sem corpos fortes?

E sob outro viés, agora constato novamente que a liberdade é corpórea.;

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