quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sobre o grupo do Poliamor

Estou de saída, mas quero dizer uma coisa para vocês: puxa, durante um tempão eu me senti muito sozinha nesse rolê de querer uma coisa diferente da monogamia. Até ouvir que eu precisava de psiquiatra eu ouvi. Violência sexual? É óbvio, nenhuma mulher que já tenha dito "sim" na vida passou longe disso, e eu conheci de perto isso. Aí eu conheci o Capi Etheriel, e achei que ele era a minha única alma gêmea, o único que me entenderia. Questionei se era real, se era possível amar mais de uma pessoa, e aí tivemos uma noite e um fim de semana em que algumas lindas pessoas se apaixonaram perdidamente e em conjunto, e logo depois soubemos que um filho nasceria em 8 meses. Todos ficaram do meu lado e participaram daquela gestação, de alguma forma, indo em grupos de parto, debatendo comigo, me mandando coisas p/ ler, comidinhas gostosas, sentindo o bebê mexer, vendo ultrassons... No dia do nascimento, uma aura de amor coletivo, de uma paixão, uma loucura, estava no ar, e não só eu, mas todo mundo pariu aquela criança: eu com meu corpo, o Capi com seu ombro(e seu corpo levando socos e mordidas minhas, hehehe), e o resto das pessoas, lavando os lençóis, limpando a casa inteira, fazendo a comida, me dando banho, cheirando a cria, limpando seu primeiro cocô.... Depois, estive um tempo reclusa, na reclusão da maternidade, e achei que estava sozinha. Uma dessas pessoas se volta para isso tudo e acha que foi uma coisa de universitário, que isso nada tem de revolucionário, porque os livros, ah, os livros dizem que ser mulher livre é enjaular o homem na prisão que ele colocou para a mulher, e não sair dela. E eu me senti encolhida e distante, isolada no quarto em que aquela cria nasceu. Tive medo, quis prender meu coração e meu amor no pé da cadeira. Numa coisa triste, um feio acidente de carro, estavam todos lá, cuidando da nossa cria e de nós, surtados e cansados. Me aproximei de um certo Werner Garbers, que me clareou algumas coisas, me entreguei a fechar o coração, e dar vazão a isso, e isso mesmo o abriu de novo. Não, eu não queria monogamia, e 5 dias assumindo que quis por um tempo foram suficientes. A vida linda me aproximou da Katharine Diniz, e me fez entender muitos processos, compartilhar amores e histórias. A Christiane Silvério Frazatto, depois de um mal entendido, me contou que mudou muito sua forma de ver e de repente era mais uma, pensando em possibilidades fora do padrao 2=1. E eu conheci a Natália Schmidt, no meio da minha solidão, dizendo que eu não estava sozinha nos meus pensamentos, pelo meu blog, que sempre tinha sido, até então, uma coisa profundamente solitária. E eu reencontro a Flavia Sardinha, que me apresenta vocês....Puxa, e amanhã eu vou conhecer alguns de vocês pessoalmente. E agora eu posso dizer, numa alegria e num conforto muito grandes, numa sensaço única de pertencimento: não, eu não estou sozinha.

Um comentário:

  1. Isa, que lindo, de novo ! hehe
    Ai, já disse no grupo como você me ajudou a entender taaaantas coisas...
    Achei lindo novamente esse texto, no seu blog.
    Fiquei feliz por saber disso !
    Definitivamente, você não está sozinha !!
    Beijos

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