terça-feira, 16 de agosto de 2011

De volta

Muito feliz estou eu escrevendo, hoje, 1 ano e 3 meses depois de escrever Carta a Polis http://divinastetas.blogspot.com/2010/05/carta-polis.html , dizendo que, neste período inmportante de transformação, a mãe que eu gestava nasceu. Nasceu e mergulhou fundo no mais fundo de dentro de mim, me mostrou cada cantinho em que se escondia o venenoso pó do reacionarismo, ainda esfrega bastante para tirar alguns pedaços(principalmente os mais açucarados), mas que hoje volta, mais leve, mais forte, e mais feliz do que antes.

Volto para dizer, feliz da vida, que a velha Isa de antes morreu. Morreu e queimou, ardeu, e das cinzas, se fez algo novo de mim.

Algo empoderado, mais seguro e mais potente, alguém que não mais se curva a certas opressões, que não mais se coloca como penico de machistas, que não mais quer se esconder, e nem se afirmar, mas sim que tenta mostrar a verdade mais pura de si, alguém que sabe voltar atrás e reconhecer os erros, algo que é mais sujeito de si mesma, alguém que, por tudo isso, se ama mais e pode se entregar a novos e deliciosos amores...

Volto cheia de tesão e de vontades, um pouco afobada, mas com mais paz de espírito, e nessa energia, volto enfim à militância.

Saudades, senti de todos os meus queridos. Das pedalocas aos machadianos, dos não manobráveis aos meus velhos e sábios alunos.

E agora, ao lado de novos e de velhos parceiros de militância, eu digo muito empolgada, me sentindo novamente construtora desse mundo para além do feminismo nosso de cada dia: como é bom estar de volta!!

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