terça-feira, 25 de maio de 2010

Nós, as porra loucas

Estava eu esses dias procurando sobre o parto da Leila Diniz...Me deu um siricutico um dia e eu fiquei pensando que uma mulher que buscava liberdade sexual real como a Leiluska, se pudesse e tivesse a chance, teria um parto mais próximo do natural...
Bom, o que descobri é que ela, apesar de querer um parto natural, fez cesárea por causa da posição da bebê(que eu não descobri qual era...enfim, mas essa até que é uma justificativa para alguns casos). Mas isso pouco importa pro meu post agora.

Nessas minhas andanças internéticas eu achei uma jornalista falando que foi entrevistar a Leila quando a Janaína já tinha nascido, e que, ao contrário da porra louca que dorme de manhã e entrega a filha p/ babá, ela encontrou uma mulher dedicada a filha e a amamentação, que falou no começo da entrevista "não posso demorar muito, porque tenho que dar de mamar para minha filha"...
Me lembrei imediatamente do começo da minha gravidez, em que eu ouvi e não foi de pouca gente: "Isa, não te imagino mãe". Ou então os comentários do tipo "nunca imaginei que vc não fosse marcar uma cesárea!", "nossa, vc está grávida, como mudou de cabeça!!". Ou os mais típicos ainda "mas vcs vão continuar com um relacionamento aberto?"...

Quando se trata do papel de mãe, depois do uso da gravidez e da maternidade como repressores da sexualidade, nossa sociedade e seu pilar judaico cristão separa a mulher que trepa, goza, alucina, quer, pensa, questiona e transforma da mãe que cuida, amamenta, zela, ajuda...Ou seja, se eu era porra louca de esquerda, típica vagabunda e piriguete que ama sexo, bissexual, poligâmica, briguenta e cheia de atividades polítcas e de idéias anarco-comunistas e planos de escolas libertárias, a maternidade (que não parecia comigo...) vai me fazer virar santa acomodada no sofá, típica dona de casa quando voltar do trabalho de tia na creche, heterossexual na prática, contentando-se com sexo quando o maridão quiser, monogâmica...

Agora lá vem essa Isa e esse negócio de sexo alucinado no meio da gravidez, parto orgásmico, amamentar até pelo menos os dois anos e exclusivamente até os 6 meses(na verdade, tô pensando se não fico mais tempo), e trepar jorrando leite(quando eu fiquei sabendo que mulheres que amamentam podem jorrar leite durante o sexo eu fiquei num fetiche maluco com isso, nossa, imagina? Ah, quando acabar meu resguardo...), e essa coisa de só dar algumas vacinas, além de tudo ainda vem com esse papo do pai acordando p/ trocar e lavar fralda e ver o bebê? Pois é, galera, a Isa continua porra louca, e será mamãe. MAMÃE! Assim como a Leila foi, e foi uma puta mãezona.

Bem vindos caros amigos a nós, mães e porra loucas.

Em homenagem a Leila (afinal, graças a ela eu andei muito de barriga de fora por aí)...

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