terça-feira, 11 de maio de 2010

Imaginação do parto

Não consigo desvencilhar o momento do parto de algo ritualístico, profundamente artístico e sexual...Artístico e sexual(na verdade essas duas coisas p/ mim tem uma relação quase indissociável) por expandir os sentidos do corpo, por mexer nos cinco sentidos, aguçá-los, alterá-los...Quero muito estimular meus sentidos para sentir esse momento, e na verdade o único sentido que eu quero fechar mais é minha visão, porque acredito que a visão é um sentido tão forte que acaba por nos fechar um pouco dos outros, por isso eu acredito que talvez fique de olhos fechados em muitos momentos...Quero estar com o mínimo de roupa possível, porque quero ter o máximo de pele livre para sentir tudo que me cerca; o calor do aquecedor, a água da banheira, os lençóis da cama, o chuveiro, as toalhas, as mãos das pessoas que me cercarem para me dar força, e principalmente os cabelos, os pêlos, a barba e a pele do Capi me abraçando e me beijando...Falando em Capi, quero sentir seu cheiro, que me dá uma imensa confiança, sua respiração bem pertinho, as mãos pelo meu corpo me fazendo sentir amada...Gosto muito da idéia de incensos pelo quarto, com vários cheiros diferentes, mas não o tempo todo, e de sentir um cheirinho de comida e café típico aqui de casa, que me fizesse sentir acolhida...Quero estimular meu paladar com melancias, chupando uma manga madura, côco, chocolate, alfaces e legumes refogadinhos, tudo que há de doce e mágico...E o som, sem muitas palavras, o som que me ressonar na alma, berimbau, os mantras, algo do Paco de Lucía, Uakti, e uns outros sons nada verbais, o som do meu sapato alucinado no chão...Sem muitas palavras, sem muito barulho de celular nem nada do gênero, o "silêncio das línguas cansadas"...ai, olha eu imaginando isso, que coisa de sonho.=)

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