quinta-feira, 8 de abril de 2010

Manifesto anti mediocridade acadêmica.

Essa rotina estudantil, aula, aula, aula, trabalho, trabalho, trabaho, texto, texto, texto...

Cada aula com suas teorias de que a educação está cheia de problemas, mil teorias de qual é problema e como se resolve, lemos mil textos e escrevemos mil trabalhos sobre isso...
Rotina que nos acrescenta, nos faz refletir, nos faz pensar e trasformar, partir para a ação, né?

NÃO!! Rotina que nos entedia, estagna, e imobiliza.

Discursos n, lindos, revolucionários, mas na hora do vamos ver, é sempre a mesma ladainha: lemos dez vezes a mesma coisa, chegamos na aula e ouvimos o professor ruminar o texto, isto é, quando ele vai, porque além de tudo ele nem sempre vai dar aula - vide a invasão dos PED´s do doutorado, estes que são obrigados a ruminar o texto de novo e são jogados sem nenhuma orientação para dentro da sala de aula, e ainda por cima, depois de todo o blá blá blá de se dizerem contra avaliações punitivas, provas, o blá blá blá de pesquisas que consomem e rendem muito dinheiro, advinha o que nos dão???Provas e trabalhos em que temos nós que ruminar a matéria!!! E ainda nos reprovam por falta, falta numa aula que não nos acrescenta em nada!

Se chegamos na aula com os textos lidos, cheios de idéias e vontade de discutir, o que temos? Um professor com um power point ruminando o texto, e quando finalmente conseguimos abrir brecha para discutir algo, a discussão é tolhida para voltar ao maldito power point... Agora me diz, para que ler e estudar uma bibliografia imensa se eu vou chegar na aula e ter tudo mastigado? Depois falam que o problema é deixar texto no xerox!! Será? Se de um lado temos gente lendo Crepúsulo na aula, gente reclamando de estudar muito porque perdeu o fim da novela, temos professores que não nos levam a sério e não nos exigem cérebro. São pares perfeitos!!

Chega, eu não aguento mais!
E o pior é nos deixarmos levar nessa mediocriade circular e viciante, e reclamarmos pelos corredores, mas abaixarmos a cabeça a cada aula...Isso sem falar nos puxa-saco, que repetem o discursinho esquerdista e "lutador" só para ter orientador, mas não questionam a postura incoerente que não tem absolutamente nenhuma perspectiva de mudança desses professores revolucionários de gabinete.

Estou de saco cheio! Chamo a todos aqueles que querem uma formação acadêmica digna, que não se conformam e não querem abaixar as cabeças, que não admitem que sejamos tratados como um bando de medíocres, que nos unamos para discutir o assunto.

Aguardo contato.

6 comentários:

  1. Ainda bem que nem todos os professores nos tratam assim...

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  2. Não. Todos os professores nos tratam assim.
    Quero discutir. Veio em boa hora seu texto.
    Na terça sai da aula com a certeza de que o nosso curso é o mais frustrante de toda a universidade.
    Só não entrei numa crise maior pq a professora defendia Ongs e o PSDB, achei que ela não merecia qq dúvida minha a respeito da educação.

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  3. Adorei suas colocações (como quase sempre), e estou disposto a colaborar com este debate.

    Pessoalmente, sua fala vem em ótima hora. Estou passando por um momento de quase crise depressiva, sem entender o porquê de absolutamente nada referente a isto que chamamos de vida acadêmica. Por que diabos estamos aqui? No fim do dia, a única conclusão que tenho é a de que queremos um papel (diploma) para tentar ganhar 10 reais a mais no fim do mês.

    Não me vejo crescendo no campo da educação. Pelo menos não no que diz respeito àquilo que os Professores me socam garganta abaixo...

    E o pior é ser julgado, criticado, e questionado rotineiramente por colegas que aceitam a mediocridade, e simplesmente dão de costas à realidade na qual estamos inseridos.
    Aparentemente, é crime não ler uma bosta dum texto que não vai me ajudar em nada depois; é crime ler poesia enquanto deveria ler quantas escolas foram fundadas no ano de 1800 e não sei o que; é crime ser amigo de colegas, porque sou homem e elas são mulheres; é crime dizer não; é crime.

    Sinceramente, cansei.

    Por favor, me avisem sobre qualquer movimentação de pessoas que concordem com estas falas. Quero estar envolvido nisso. Melhor ainda, PRECISO estar envolvido nisso.

    Agora me deem licença, porque estou indo para baixo de uma árvore, passar uma tarde maravilhosa conversando com uma amiga.

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  4. O que precisamos está bem expresso num termo: "perspectiva de mudança", carência de Utopia é o nosso pior mal.
    Aqui temos as duas coisas, perspectiva de mudança e Utopia.

    Já parou pra pensar que "as teorias estão todas aí", e o que possivelmente falta, não tem nada a ver com lógica, mas com sentir?

    Abraços

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  5. Isa, estou tão em crise, tão frustada e desanimada.
    Seu texto expressou bem o que tenho sentido. Sinceramente não sei o que fazer, como agir, como ir à luta, como nadar contra a corrente,saca? Não sei...tô tão desanimada e deprimida. Tô tão sem força.
    É difícil meia duzia querer mudar algo se o restante - e maioria- não tá é nem aí...

    Tô cansada de teoria. De me ver obrigada a escrever numa prova aquilo que o professor quer ler. Percebi que "O Universo do Saber", que a "Universidade" tá centralizada em "cada um tomando conta do seu umbigo" e isso é deprimente...

    Tô em crise, tô revoltada.
    Sem saber mesmo como agir, pois da vez que resolvi abrir minha boca, tive minha nota final prejudicada. E nesse lugar não tem importância o que você pensa e diz, mas sim a relevância que se dá para o seu CR. Grande bosta o CR...

    Tô em crise, Isa. Em crise!rs
    Gostei de suas colocações...

    Beijos e abraços,

    Cristyane

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  6. Caros coleguinhas,
    de nada adianta palpitarmos por aqui.
    Quando é a nossa reunião, mesmo?
    =)
    Eu não estou em crise com isso porque eu já esperava - mas isso não tira em absoluto minha revolta...
    O foda é que eu ando cada dia mais cansadinha por causa da minha gravidez...
    Enfim, bora nos reunir?
    Vou mandar email p/ vcs.
    Bjos

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