sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aberto...

Ontem saí de casa, acompanhada...
Na cumplicidade de dois amigos, de dois irmãos, de dois amantes, me despedi do meu amor...
Nos braços de outro cheguei, sob o carinho de outro fiquei, pelo corpo do outro gritei.
No meu amor pensei, com uma saudade tremenda, mas sem culpa, sem insegurança, sem dor, estava eu realizando meu desejo com aquele antigo amante...
E essa leveza toda me faz tão bem...
Essa liberdade...Tem gente que tem medo de ser livre. Prefere condenar-se à eterna prisão, prefere a pesada culpa por insegurança de que o outro, que supostamente ama, tenha seu corpo e seu coração aprisionados num compromisso...
Essa ligação que temos os dois, eu e ele, ele e eu, está no quão livre somos juntos; a cada dia eu aprendo mais a ser segura, cada dia eu acredito mais em mim, cada dia eu acredito mais nesse amor...
É muito bom saber de meu amor em outros braços sabendo que eu não o estou perdendo, sabendo que eu o estou ganhando um pouco mais, como ele a mim, sabendo que não há o que temer, dissolvendo o monstro do ciúme que me habita ainda...É muito libertador...
É um tesão absoluto saber que meu amor está comigo simplesmente porque me ama, porque ama nossos planos, porque quer, porque a bruta flor do querer sempre o traz de volta para mim...Isso é a maior segurança que se pode ter...
É como se sempre multiplicasse...e se o amor nos fizer fisgar por mais alguém, por que não trazer, multiplicar ainda mais a liberdade?
Feliz como nunca, afinal...

Um comentário:

  1. Lindo mesmo esse pensamento, mas é difícil, né?
    Tanto falso puritanismo por aí!!!
    A vida se enrola de modos inimagináveis, a vida nos surpreende...
    O erro pode estar na esquina e a gente virar.
    E daí tristeza. E daí desamor.
    Já viu o filme "sexo por compaixão"?
    Quiça o mundo fosse justo assim.

    ResponderExcluir